Recorte da pesquisa Atlas/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira (2/7) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) consolidou posição como presidenciável e herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro entre o eleitorado de direita. Nesse segmento, 43,2% apontam Flávio como o melhor nome para liderar o campo conservador nos próximos anos, bem à frente de Nikolas Ferreira (18,4%), Renan Santos (14,5%) e Tarcísio de Freitas (8,6%). Michelle Bolsonaro é citada por 3,9% dos entrevistados.
A vantagem se amplia entre os eleitores de Jair Bolsonaro quando o foco é a disputa presidencial de 2026. Nesse grupo, 81,9% preferem Flávio como candidato à Presidência, contra 14,7% que optam por Michelle Bolsonaro. A pesquisa também mostra que o senador é visto como o aliado mais fiel ao ex-presidente: 79% dos bolsonaristas atribuem a ele “lealdade total”, ante 54% que fazem a mesma avaliação sobre Michelle.
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A sondagem foi realizada após a repercussão do vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro nas redes sociais, na última semana, no qual a ex-primeira-dama faz críticas políticas e pessoais a Flávio Bolsonaro. Segundo a pesquisa, 78% dos entrevistados assistiram ao vídeo, e a opinião pública se divide sobre a decisão de torná-lo público: 51% aprovam a divulgação. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, porém, predomina a desaprovação, com 65,6% contrários à publicação.
Apesar disso, 59,6% dos entrevistados que assistiram ao vídeo afirmam acreditar nas acusações de Michelle de que foi tratada de forma “grosseira” e “desrespeitosa” por Flávio. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, esse percentual cai para 29,9%.
A exposição da briga familiar é vista como um fator de desgaste para Flávio Bolsonaro. Entre os que assistiram ao vídeo, 37,8% afirmam que o episódio enfraquece muito sua candidatura e 26,3% dizem que a enfraquece um pouco. Apenas 9,2% avaliam que o caso fortalece sua pré-candidatura.
A percepção, no entanto, varia conforme o perfil do eleitor. Entre os eleitores de Lula, 55,3% afirmam que o episódio enfraquece muito a candidatura de Flávio. Já entre os eleitores de Jair Bolsonaro, esse percentual cai para 9,3%, evidenciando uma leitura bastante distinta do caso entre os dois grupos.
Os números da pesquisa reforçam a avaliação sobre a importância de Michelle para a campanha de Flávio. Para 55,4%, seu apoio ativo à candidatura do enteado seria “muito importante” ou “importante”.
Sobre as motivações do vídeo, a interpretação mais comum entre os que o assistiram é a de que Michelle teria o desejo de disputar a Presidência no lugar de Flávio, hipótese apontada por 38,6% dos entrevistados. Outros 28,5% avaliam que a ex-primeira-dama buscou apenas expor divergências pessoais, enquanto 22,3% acreditam que o objetivo era ampliar seu poder político dentro do PL.
Nesta semana, depois do entrevero, Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher e afirmou que irá se dedicar integralmente aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha.
O levantamento ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.




