O Ministério da Saúde interrompeu, nesta segunda-feira (8/6), a imunização contra a dengue com a vacina do Instituto Butantan. Segundo o ministro Alexandre Padilha (PT), estão em investigação três casos graves ocorridos após a administração do imunizante, que vinha sendo aplicado em profissionais de saúde de três regiões e no estado do Tocantins. Dois dos pacientes morreram.
Desde a incorporação do imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro, foram aplicadas 501.044 doses. O sistema de farmacovigilância — conjunto de procedimentos que monitora a segurança de medicamentos após sua comercialização — identificou 42 episódios de reações severas. De acordo com o ministério, algumas dessas reações não foram detectadas durante os estudos clínicos iniciais, que envolveram 11 mil voluntários.
Um dos pacientes com reações graves está internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O índice de reações severas com esta vacina é de oito casos para cada 100 mil doses aplicadas. O Ministério da Saúde informou que, embora o número seja estatisticamente baixo, os episódios representam um sinal de alerta para a suspensão preventiva da estratégia de vacinação.
As ocorrências são analisadas pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (Ctai). A investigação técnica busca determinar se há causalidade, ou seja, se existe uma relação direta de causa e efeito entre a vacina e os eventos adversos, ou se os casos decorreram de fatores preexistentes, causas alternativas ou erros de aplicação.




